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Retrospectiva: a década da retomada do mercado imobiliário |
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Instrumentos legais e estabilidade econômica criaram ambiente favorável para desenvolvimento do setor A mitigação dos riscos dos credores possibilitou a queda das taxas de juros: a partir de 4,5% ao ano, com financiamento pelo FGTS; e 8% ao ano, com recursos da poupança. Além da ampliação dos prazos, que hoje chegam a até 30 anos. Pratica-se, agora, o financiamento imobiliário que “cabe no bolso” dos consumidores.
Em 2001, o total de saldos de financiamentos imobiliários comparado com o PIB (Produto Interno Bruto) representava pouco mais de 1%. Em maio de 2011, esse percentual chegou a 4,1%. Apesar de respeitável, ainda é pouco expressivo se comparado com índices de países como o Chile e o México. Existe a expectativa das autoridades governamentais que o total de saldos continuará crescendo e, em 2014, deve chegar a 8% do PIB.
Segundo dados do primeiro semestre de 2011, a Caixa Econômica Federal acumulou mais de três milhões de contratos de financiamento, já incluídos os do programa Minha Casa, Minha Vida. Desse montante, 93% utilizaram como garantia a alienação fiduciária e 6% a hipotecária. Note-se: a inadimplência registrada no período foi de 1,7%. Os financiamentos concedidos com recursos da poupança por bancos públicos e privados apresentam, desde 2007, índices de inadimplência abaixo de 1,4%.
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ALTA NO MERCADO IMOBILIÁRIO BRASILEIRO |
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 Estudo divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, FIPE, mostra que o preço dos imóveis em São Paulo e Rio de Janeiro está em alta: um apartamento de 80 m² no Leblon é mais caro que um equivalente em Paris, em frente a Torre Eiffel. Segundo a Fipe, o custo médio do aluguel residencial subiu 21,45% no último ano, só no Rio de Janeiro. Foi o maior aumento registrado no país. Em 2011, o metro quadrado na cidade teve um aumento de 34,9%. O Leblon é atualmente o bairro mais charmoso do Rio, reúne os melhores bares e restaurantes, tem comércio sofisticado e é vizinho a Ipanema e à Lagoa Rodrigo de Freitas. Para morar na região, o interessado vai ter que desembolsar R$ 1.372.480 em um imóvel de dois dormitórios. Em Paris, Cidade Luz, referência de moda e estilo e que abriga o famoso Museu do Louvre, morar ao lado da Torre Eiffel custa R$ 1.200.000 para o mesmo tipo de apartamento. |
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Oferta de imóveis corporativos de alto padrão cai em SP |
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Pesquisa divulgada pela consultoria Colliers International, mostra que no terceiro trimestre de 2011, a taxa de vacância (relação entre a área disponível e a área total) na capital paulista caiu ao nível recorde de 0,5%.
A disponibilidade de espaços corporativos de alto padrão na cidade de São Paulo nunca foi tão baixa, de acordo com o estudo iniciado em 2008.Com o resultado, o mercado de São Paulo permaneceu com a menor taxa de vacância entre as 172 cidades em 56 países monitoradas pelos escritórios da consultoria no mundo.
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